Os 4 Livros de Finanças Pessoais que Mudaram a Minha Mentalidade Sobre o Dinheiro

Os quatro livros de finanças pessoais que mudaram a minha mentalidade financeira

Quando comecei a minha jornada de recuperação financeira, começaram a surgir na minha lista de leituras alguns dos mais famosos livros de finanças pessoais. Tinha grandes expectativas sobre os livros. Achava que ia encontrar livros cheios de números, estratégias, orçamentos e fórmulas para gerir o dinheiro.

Mas a verdade é que não foi isso que encontrei. Foi melhor ainda.

O que encontrei foram livros que me fizeram pensar e questionar sobre dinheiro, de uma forma que eu nunca tinha pensado. E sem saber, era mesmo isso que eu precisava.

Mais do que simples leituras, estes livros tornaram-se um verdadeiro despertar para uma nova mentalidade sobre as minhas finanças pessoais.

Conforme ia podendo, ia comprando um aqui e ali. Na altura custava-me imenso gastar o pouco dinheiro que tinha, mas com o tempo percebi que acabou por se tornar o melhor investimento que podia ter feito. Porque, no final de contas, foi um investimento em mim, na minha aprendizagem. E não há preço que pague isso.  

Curiosamente, cada um destes livros de finanças pessoais apareceu na altura certa. E cada um deles acrescentou uma peça diferente ao puzzle da minha relação com o dinheiro.


1. O Homem mais rico da Babilónia, de George S. Clason

Este livro é de uma simplicidade enorme, e no entanto foi um dos que mais me marcou. 

O livro é escrito em forma de parábolas passadas na Babilónia antiga. Cada história ensina um princípio financeiro de forma simples e intemporal — poupar, investir e evitar dívidas. É quase um manual de finanças pessoais disfarçado de conto. E talvez seja por isso que resulta tão bem: absorvemos os conceitos sem sentirmos que estamos a estudar. 

O conceito principal e que mais ficou na minha cabeça foi: pagar-me a mim primeiro.

Eu, assim como a grande maioria das pessoas, tinha tendência a esperar pelo que sobrava do fim mês para juntar dinheiro. O problema é que dessa forma raramente juntava dinheiro. Ele fica ali sempre disponível, sempre pronto a ceder às tentações do dia a dia e quando vamos a ver não sobra nenhum, e às vezes o mês ainda nem acabou. 

Inverter esse sentido, pagar-me a mim primeiro, fez toda a diferença na minha vida. Comecei a incluir a poupança como uma parcela fixa do meu orçamento. Uma despesa obrigatória, não uma sobra.

📚Para quem é? É para toda a gente, mas especialmente para quem está a começar do zero e nunca pensou a sério em finanças pessoais. É o livro mais acessível dos quatro.


Podes encontrar o livro aqui 👉 O Homem Mais Rico da Babilónia



2. Pai Rico, Pai Pobre, de Robert Kiyosaki

Este é um clássico. Toda a gente já ouviu falar dele com certeza. 

A história acompanha dois pais com filosofias opostas sobre dinheiro: o pai pobre, altamente escolarizado mas sempre dependente do salário, e o pai rico, com menos estudos mas com mentalidade de construção de riqueza.

A grande lição aqui é que a escola ensina-nos a trabalhar para o dinheiro, mas nunca nos ensina a fazer o dinheiro trabalhar para nós.

Foi aqui que aprendi a diferença entre o que são ativos e passivos, de uma forma que eu nunca mais esquecerei: um ativo coloca dinheiro no teu bolso, um passivo tira-o. Um carro é um passivo, consome o nosso dinheiro. Uma conta a render juros é um ativo. 

Simples. Qualquer um consegue perceber.

Aqui surge pela primeira vez na minha cabeça o passo seguinte ao pagar-me a mim primeiro: agora que me pago a mim primeiro, o que fazer com esse dinheiro? Fazer o dinheiro trabalhar para nós, fazer com que esse dinheiro traga mais dinheiro. E fez todo o sentido. Desde este livro soube exatamente que a direção que teria de tomar no futuro seria começar a investir. Ainda não sabia quando, mas sabia que o tinha de fazer.

📚Para quem é? Para quem quer perceber por que razão trabalha muito mas nunca consegue acumular riqueza. 


Podes encontrar o livro aqui 👉 Pai Rico, Pai Pobre, Robert Kiyosaki



3. A Psicologia do Dinheiro, de Morgan Housel

Este é um livro mais atual, e que conseguimos ver exemplos práticos no nosso dia a dia. É composto por 20 capítulos independentes, cada um explorando um padrão emocional que afeta as nossas decisões financeiras.

Aqui conseguimos perceber que a nossa relação com o dinheiro é muito mais emocional do que racional. 

Housel diz mesmo "Ninguém é maluco". Todas as nossas decisões financeiras fazem sentido dentro do contexto emocional em que são tomadas. 

Nem sempre tomamos as decisões financeiras mais eficientes. Mas está tudo certo com isso. 

A ideia fundamental que mais me ficou: o razoável é melhor do que o racional.

E foi precisamente o que mais me ajudou a olhar para a minha realidade, não tentar ser perfeita, aceitar o erro, e acima de tudo ser razoável. 

Equilíbrio!

📚Para quem recomendo? Para toda a gente, não só para quem tem problemas financeiros, mas mesmo para toda a gente. É um livro muito empático. 


Podes encontrar o livro aqui 👉 A Psicologia do Dinheiro. Morgan Housel



4. Pense e Fique Rico, de Napoleon Hill

Ótimo livro, foca-se sobretudo na mentalidade. 

Hill passou 20 anos a entrevistar algumas das pessoas mais bem-sucedidas da sua época para tentar perceber o que tinham em comum. A conclusão a que chegou não foi que era sorte ou talento. O que todas essas pessoas tinham em comum era um desejo claro, uma vontade imensa, uma crença inabalável, e a determinação de agir.

O conceito que mais me marcou foi o do desejo ardente. Não um simples querer. Saber com exatidão o que queres, quanto, e até quando. É diferente de um sonho vago — é um objetivo com contornos.

E foi a partir daqui que comecei a pensar verdadeiramente no que queria para a minha vida. Abrir mesmo os meus horizontes. Comecei a estabelecer e a traçar os meus próprios objetivos. A querer mais para mim. 

Claro que é um livro antigo e algumas ideias devem ser adaptadas aos dias de hoje. Mas os princípios fundamentais mantêm-se atuais. A mentalidade, a convicção e a capacidade de acreditar nos nossos objetivos funcionam hoje como funcionavam há décadas.

📚Para quem recomendo? Para quem sente que sabe o que quer mas ainda não acredita que consegue. É um livro sobre convicção.


Podes encontrar o livro aqui 👉 Pense e Fique Rico, Napoleon Hill



Mais do que livros — um ponto de viragem

Nenhum destes livros de finanças pessoais me ensinou ao certo o que fazer ao dinheiro, mas todos eles me fizeram abrir os meus horizontes e encarar o dinheiro de outra forma. E isso foi uma mudança completa para mim.

Olhando para trás, percebo que estes livros chegaram à minha vida na ordem certa. O primeiro ensinou-me a poupar. O segundo mostrou-me que o dinheiro podia trabalhar para mim. O terceiro ajudou-me a compreender os meus comportamentos financeiros. E o quarto deu-me a confiança para acreditar que era possível mudar.

Antes eu só pensava no dinheiro como forma de consumismo. Hoje consigo estabelecer objetivos claros, de médio e longo prazo. E penso no dinheiro como uma ferramenta para atingir esses objetivos.


E tu, já leste algum destes livros? Tens algum que te tenha marcado e que não esteja nesta lista? Conta-me nos comentários — adoro descobrir novas leituras.


Espero por ti no próximo artigo.

Até lá, resiste!


A Arte de Resistir



Nota de transparência: Este artigo contém link de afiliado para os livros mencionados. Se decidires comprá-lo através deste link, eu recebo uma pequena comissão que ajuda a manter este projeto independente, sem qualquer custo extra para ti. Só recomendo o que realmente leio e aplico.

Comentários